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Forum da aldeia do Castedo - Torre de Moncorvo
 
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 FONTES E FONTANÁRIOS

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Macorreia
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 15:21

FONTES E FONTANÁRIOS DO CASTEDO


PARTE I

NOTA PREVIA: - Prometi há já algum tempo trazer a este FÓRUM um trabalho sobre as fontes e fontanários do Castedo. E, como o prometido é devido, aqui estou agora cumprindo tal promessa.

Contudo, revelando-se este trabalho um pouco mais alongado do que o que seria aconselhável e permitido para uma simples mensagem de fórum, houve que subdividi-lo para que fosse possível a sua inserção neste Fórum.
O mesmo irá assim aparecer no Fórum por “Partes, cujas inserções poderão ocorrer numa mesma data ou em várias datas, conforme os caso.

Estas “partes” interligam-se entre si e não deverão ser dissociadas, sob pena de o tema ficar truncado e menos entendível.

Descrevem-se a seguir as “Partes” constituintes deste trabalho e respectivos conteúdos.

PARTE I – Nota prévia e Introdução.

PARTE II – Um pouco de história sobre as fontes do Castedo.

PARTE III – Razões de fechamento das fontes e construção dos fontanários.

PARTE IV – Fotos (históricas) da inauguração dos fontanários.


INTRODUÇÃO:

As fontes foram muitas vezes, e desde tempos remotos, um dos principais motivos - a par de outros naturalmente – que levaram à fixação de populações humanas em determinados locais. E compreende-se que assim fosse, já que a água é um dos elementos naturais que se revela indispensável à manutenção e propagação da vida.

Assim, é hoje do senso comum que existem inúmeros povoados de maior ou menor dimensão, cujo nascimento e crescimento se deve, não raro e primordialmente, ao facto de existirem à época no local ou proximidades nascentes de água em quantidade e qualidade capazes de suprir as necessidades - como tal atrair o interesse - das primeiras populações que ousaram fixar-se naqueles lugares. E é por isso que, cada vez mais os povos cultos e civilizados procuram preservar no seu património como bens inestimáveis as suas fontes de água originais, mesmo que já inoperantes nas funções que lhes couberam no passado.

O Castedo, nas suas origens, muito provavelmente também não terá fugido a esta regra. Aliás, as suas fontes serão disso testemunho inequívoco, porque prevaleceram até meados do século passado cumprindo em pleno a função de abastecimento de água às populações, das muitas gerações que aqui nasceram, viveram e morreram ao longo dos vários séculos de existência do povoado.

A preservação das nossas fontes, ainda que elas se resumam a singelos e despretensiosos objectos, é assim uma atitude a todos os títulos louvável, um verdadeiro gesto de amor para com as nossas raízes, já que estaremos a preservar um testemunho perene e insofismável, que atestará para as gerações vindouras um relevante aspecto das origens e vivências dos seus antepassados.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 15:37

PARTE II

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE AS FONTES E FONTANÁRIOS DO CASTEDO
No Castedo havia ainda nos meados do século XX, cinco fontes activas:

- A FONTE DOS OLMOS – Uma fonte de mergulho situada no topo de um beco lateral à Rua do Cimo do Lugar, que ladeia o antigo lagar de azeite do Cleto e dá acesso à residência paroquial. Este beco, não se sabe porque carga de água, foi há alguns anos fechado a meio, ficando a parte isolada, ao que se julga, como zona privada da residência paroquial. Neste contexto, e obviamente, também a Fonte dos Olmos que ali se situava terá entrado para o domínio privado da mesma residência paroquial. Esta fonte, tanto quanto julgo saber, teve sempre uma produção e capacidade para armazenamento de água bastante limitadas, o que lhe conferia um peso e importância algo reduzidos no cômputo global do abastecimento à população.

- A FONTE DO CHAFURDO – Uma fonte de mergulho situada nas imediações da Capela da Senhora do Rosário, encontra-se semienterrada sob a rua que ladeia a mesma capela pelo lado nascente. Detentora de um nascente relativamente fraco e com qualidade de água pouco apreciada para o consumo humano, esta fonte valia principalmente pelo facto de se constituir como um reservatório de razoável capacidade, o qual enchia por completo ao longo do Inverno, permitindo depois na Primavera e boa parte do Verão ajudar a suprir algumas carências do precioso líquido decorrentes dos consumos devidos a animais e regas. Actualmente recebe as águas que escoam da Fonte Grande, as quais foram para ali encaminhadas através de canalizações enterradas sob os pavimentos das ruas públicas que se interpõem entre as duas fontes.

- A FONTE DO FUNDO DO POVO – Uma fonte de mergulho semienterrada – presentemente totalmente enterrada - sob a Rua do mesmo nome. Esta fonte era relativamente farta de água e constituía um pólo considerável de abastecimento da população. Manteve-se activa e com água potável até meados dos anos quarenta do século passado, altura em que começaram a laborar os lagares de azeite, do José Cleto, primeiro; e do Carlos Moreira, mais tarde. A partir de aí, os ditos lagares desataram a escoar as águas ácidas residuais – ditas águas russas resultantes da separação do azeite - para a via pública, correndo depois essas mesmas águas livremente e a céu aberto pelas ruas e curtinhas da Olga até ao Fundo do Povo e indo sumir-se na linha de água das Nogueiras. Ora, é fácil adivinhar no que resultaram estes condenáveis (mas na altura livremente consentidos…) procedimentos!... Todos os terrenos por onde tais águas passaram e se infiltraram, foram seriamente poluídos. E, claro, a Fonte do Fundo do Povo que se interpunha no caminho dessas águas ácidas não poderia escapar à poluição, ficando a partir de então com a água do seu nascente irremediavelmente imprópria para consumo humano.

- A FONTE DO SOUTO – Uma fonte de mergulho, situada na zona do mesmo nome ao fundo da Rua da Calçada, encontra-se semienterrada e embutida sob o muro que sustenta as terras da curtinha do José Morais. Foi uma das principais fontes do Castedo, quer em termos de produção, quer em termos de qualidade da água. Desta fonte corre ainda hoje uma bica de água que foi canalizada para um pequeno tanque colocado um pouco mais abaixo, na via pública, e a escassos metros da fonte original. A água desta fonte era bastante apreciada e foi sempre objecto de várias cobiças por parte dos proprietários das curtinhas das redondezas, que muitas vezes tentaram desviá-la para proveitos próprios. Mas só o proprietário da curtinha que se situa na retaguarda da fonte lograria atingir, em boa parte, tal intento, ao construir à revelia e contra a vontade da restante população, um profundo poço sobre a linha do nascente, que equipou com uma nora e que, segundo se dizia, prejudicou significativamente a produção de água da fonte pública.

- A FONTE GRANDE – Uma fonte mista de mergulho e bica (de mergulho na época das chuvas; de bica na época seca), situada bem no centro do povoado entre o Largo da Capela e o início da Rua da Costa, era indubitavelmente a principal fonte de abastecimento de água que serviu o Castedo até meados do século passado. Esta fonte Medieval semienterrada - tal como as demais – situava-se num largo bem maior e mais desafogado do que é actualmente, já que uma boa parte desse mesmo largo foi ocupada pela construção de garagens, as quais se projectam sobre a própria fonte, num claro desrespeito pelo espaço público e prejudicando seriamente o valioso património ali existente. A fonte no seu conjunto era constituída por vários elementos. Umas escadas de granito por onde se iniciava o acesso a partir da rua levavam a um primeiro patamar, também ele com pavimento e paredes circundantes em granito, num nível inferior e a céu aberto. Seguia-se a este patamar um tanque de consideráveis dimensões, também em granito e coberto por um grande arco abobadado estilo românico, igualmente em granito. Para lá deste tanque havia uma mina de onde provinha a água do nascente que abastecia a fonte. Esta água fazia o seu percurso dentro da referida mina por uma caleira cavada na pedra de granito que constituía o leito da mesma mina, passando no final por uma bica que a lançava no dito tanque. Quanto à mina propriamente dita, diziam uns, que seria bastante extensa; outros, que nem tanto assim!... Alguns a orientavam no sentido da Rua da Costa; outros a orientavam inflectindo mais para a direita no sentido da curtinha da família dos Sás. Por minha parte, tenho de confessar que nunca conheci, nem a extensão, nem a orientação desta mina. Só sei que, o conjunto de toda a estrutura desta fonte se constituía numa obra algo imponente – tendo em conta a época e o local em que foi edificada - a qual bem mereceria ser preservada na sua traça e imagem original. Tanto pelo valor monumental e patrimonial intrínsecos que o caracterizam; quanto pelas memórias ancestrais de todo um povo que o mesmo encerra. Seria bom que todos nós castedenses, pensássemos um pouco nesta realidade e, procurássemos pelos meios ao nosso alcance motivar as autoridades competentes a promoverem a reabilitação deste património. Não na função de abastecimento que caracterizou esta fonte noutros tempos, porque tal nem seria porventura hoje permitido, mas pelo menos conferindo-lhe a sua imagem e dignidade originais!... A sugestão aqui fica!... Para terminar a descrição, direi ainda que, também a água do nascente desta fonte foi em tempos mais recuados objecto de alguma cobiça por parte de um antigo proprietário da curtinha ali contígua (hoje pertencente, creio, à família Sá) o qual abriu nessa mesma curtinha um profundo poço, muito próximo da linha de nascente e da própria fonte, e, ao que constava, no intuito de desviar em seu proveito parte da água desse nascente. Se conseguiu tal intento… isso eu já não sei dizer!... Mas que o dito poço existe é um facto, e, tanto quanto julgo, com uma boa produção de água.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 15:42

PARTE III

RAZÕES DE FECHAMENTO DAS FONTES

Não conheço dos tempos mais recuados, em que medida as fontes do Castedo alguma vez se terão revelado suficientemente produtivas para suprir, sem carências, as necessidades de abastecimento de água às populações. Mas sei, quer pelos relatos de pessoas idosas que ainda tive oportunidade de escutar, quer pelo que me foi dado presenciar na minha existência a partir dos anos trinta, que, pelo menos durante todo o período do século XX em que o abastecimento de água esteve confinado às suas fontes tradicionais, as populações do Castedo sempre se debateram nos períodos de verão com enormes carências de água potável. As fontes produziam abundantemente a partir do início das chuvas do Outono, durante todo o Inverno e parte da Primavera, delas transbordando nestas épocas largas quantidades excedentárias do precioso líquido que se esvaía livremente pelas ruas até se perder nas linhas de água próximas. Mas com o aproximar do Verão, e principalmente se o ano se revelava seco e de fraca pluviosidade, os fluxos dos nascentes que as alimentavam decresciam progressivamente até se quedarem em ténues fiozinhos de água escorrendo por entre as rochas, que apenas conseguiam suprir uma pequena parcela das necessidades da população. Nessas alturas, os cântaros, caldeiros, e toda a espécie de recipientes onde se pudesse transportar água, aglomeravam-se às muitas dezenas junto das várias fontes, aguardando em longas filas de espera a sua vez para serem cheios, o que, obviamente, exigia das pessoas que detinham esses mesmos recipientes, muitas e longas horas de resignada paciência!...

Durante o período do ano em que havia fartura de água, todas as fontes operavam como fontes de mergulho, ou seja, constituíam-se como grandes reservatórios de água, onde os cântaros e outros recipientes de transporte eram mergulhados directamente no seio do próprio líquido para se proceder ao respectivo enchimento.

Nos períodos secos, quando os nascentes fraquejavam e os reservatórios das fontes se esvaziavam, as pessoas viam-se obrigatoriamente compelidas a entrar no interior desses reservatórios, ou seja, dentro das próprias fontes, para apanharem com um púcaro a água que gota-a-gota se ia depositando no ponto mais fundo do leito - geralmente uma pocinha cavada na rocha propositadamente para tal efeito - que despejavam a seguir nos recipientes de transporte, cântaros ou outros, e que desta forma, pouco a pouco, púcaro a púcaro, lá iam sendo cheios. Eu próprio, em criança e muitas vezes (tal como acontecia com outros meninos e meninas da minha geração), procedi a estas operações, poupando à minha Mãe as longas horas de espera que, de outra forma, teria de despender para angariar um ou dois cântaros da preciosa água. Com este estratagema limitava-se assim a ir buscar à fonte os cântaros já cheios, no exacto momento em que eu próprio, ou outrem, a avisava da situação.

A insalubridade que um tal processo de recolha da água continha, não poderia deixar de trazer graves problemas de saúde para a população que dessa água dependia e se servia para todo e qualquer fim.

As doenças, muitas vezes epidémicas, aconteciam assim com grande frequência, e, em muitos casos, não havia como escamotear a evidência de que, essas mesmas epidemias se deviam à insalubridade das águas. As autoridades sanitárias por várias vezes, em situações epidémicas mais graves ocorridas ao longo da primeira metade do século XX (e muito provavelmente em épocas mais recuadas?...) alertaram para tal realidade. Só que, nesses tempos os ouvidos dos que detinham o poder eram demasiado “surdos” para que tais realidades lhes pudessem promover qualquer ressonância nos tímpanos – o que, convenhamos, também ainda hoje acontece não raro… – e, as coisas lá se iam arrastando, adiando para as calendas, em suma… esquecendo!...

Até que, nos princípios dos anos trinta, o Castedo foi mais uma vez fustigado com uma dessas famigeradas epidemias. Uma febre tifóide particularmente virulenta afectou grande parte da população – ao que se dizia, quase não houve família que escapasse imune à epidemia… - causando um enorme alarido, até pelo elevado número de mortes que daí resultaram. E neste caso, o escândalo foi de tal ordem que não houve como fechar os olhos e ouvidos à situação.

O resultado foi que, as entidades oficiais acordaram e decidiram finalmente avançar com os estudos que visavam encontrar um novo sistema de abastecimento de água para o Castedo a partir de outras origens. E nesse sentido, foram alvitradas várias hipóteses de locais, onde se presumia ser possível a captação das tão desejadas águas: - O sítio da Contina; o vale do Prado; o planalto do Coito; o sítio dos Palameiros.

O sítio da Contina, dispunha de alguns nascentes de água de boa qualidade e muito apreciada, mas, logo se concluiu que, em termos de quantidade ficaria muito aquém das necessidades do povoado.

O planalto do Coito seria uma boa solução em termos de quantidade de água disponível. Contudo, a obra neste caso revelava-se algo complexa e de custo demasiado elevado, tanto pela distância que seria necessário vencer desde a captação até ao local de consumo, quanto pela sofisticação dos equipamentos que seria necessário aplicar em tal obra.

O sítio dos Palameiros dispunha de óptimos nascentes!… (Naquele tempo ainda não se pensava e nem sequer se sonhava com a hipótese de uma barragem e armazenamento de águas de superfície para abastecimento das populações). Só que, tais nascentes e as respectivas captações situar-se-iam a um nível muito baixo relativamente ao povoado nas suas zonas mais altas, o que obrigaria à construção de uma estação elevatória, coisa impensável na altura para uma obra de tal natureza e naquelas paragens.

Restava o vale do Prado, uma zona que aparentava dispor de um grande manancial de água, de fácil captação, e que poderia ser canalizada e distribuída pelo sistema de gravidade em todo o povoado.

Assentes as ideias, obtidos os consensos, eis que se avança para a elaboração do projecto de abastecimento de águas ao Castedo.

Quem iria encarregar-se de tal projecto?... Pois, muito naturalmente, um tal engenheiro Albérico, natural e residente em Valtorno, que, naquele tempo, mantinha quase o exclusivo dos projectos de obras públicas desta natureza na região.

As coisas haveriam ainda assim de arrastar-se por vários anos – cerca de 20 anos desde que se decidiu avançar para o projecto e até à consumação da obra; muitos mais anos, desde que se começou a falar e a sentir a premente necessidade de uma solução para o problema.

Mas eis-nos chegados ao glorioso ano de 1954. As obras de captação, canalização e distribuição na freguesia do Castedo das tão ansiadas águas do Prado estavam prontas, com uma Mãe-de-Água (imagine-se… uma Mãe-de-Água!...) lá para os lados das Relvas; belos fontanários distribuídos por diversos locais da freguesia; e, até uns lavadouros públicos ali para o cimo da Rua da Costa!... Que maravilha!... E que enorme riqueza para o Povo!... As mulheres a partir de agora, já nem precisavam andar aí esfalfadas de trouxas à cabeça pelos ribeiros à procura de água para lavarem a roupa suja!...

E toda a população exultava, antecipando o acontecimento da inauguração das águas que já se anunciava para breve.

Só uma coisa dividia as opiniões das pessoas e, contrariando o entusiasmo da maioria da população, diziam alguns: - «Tudo bem, vamos ter água com fartura, muito fácil de obter porque vai só ser necessário abrir as torneiras dos fontanários, mas… cá para mim, as nossas fontes deviam continuar abertas, para que quem quisesse ir lá buscar aquela aguinha tão boa… tão fresquinha que era um regalo... o pudesse fazer».

Mas como?... As entidades que detinham o poder haviam imposto uma condição inamovível: - «O Castedo vai ser bafejado pela sorte recebendo uma rede de abastecimento de águas nova, mas, logo que essa rede entre em funcionamento as fontes terão que ser inapelavelmente fechadas».

Era, aliás, uma postura que vinha na linha da onda que nesse tempo já se levantara varrendo o país de lés a lés, e que visava acabar de vez com as fontes de mergulho onde quer que elas ainda existissem. Porque aquilo que se passou com o Castedo por devido à insalubridade das suas fontes não foi caso único!... A situação se repetira já em muitos outros locais onde os processos de recolha de água se apresentavam similares!... Não havia portanto muita volta a dar a esse respeito!...

Mas a verdade é que, ainda hoje, mais de meio século passado sobre o acontecimento, ainda há gente da nossa Terra que continua a suspirar pelas suas benditas fontes. Mais!... Ainda não dispensa na sua criteriosa ementa de bebidas, o garrafãozinho da “melhor água do mundo”, que, impreterível e persistentemente continua sendo recolhida, sempre que possível, naquelas providenciais biquinhas que ainda permitem tal privilégio.

O dia da inauguração dos novos fontanários chegou finalmente, com todas as formalidades solenes devidas a um tão importante acto. E a festa rija do povo estalou, já que não poderia ficar ausente de tão significativo acontecimento!...

As fotos que a seguir se publicam representam alguns dos momentos desse histórico acontecimento.

- Que os mais novos vejam, se interessem e possam entender como foi!...

- Que os mais maduros revejam, recordem e relembrem como o sentiram!...

Macorreia

Setembro de 2007
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 15:52

PARTE IV

FOTOS (HISTÓRICAS) DA INAUGURAÇÃO DOS FONTANÁRIOS

FOTO-1 - Notáveis da Terra. Da esquerda para a direita: Engº. Albérico autor do projecto; 3 ilustres desconhecidos (?); presidente da Câmara Municipal de Moncorvo; membros da Junta de Freguesia do Castedo (Luís Ventura, João Correia e Manuel Alves); Padre Ribeiro ( o Prior da freguesia).
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 16:00

FOTO–2 - Rancho das Cantarinhas – Quem se lembra destas frescas e garbosas moçoilas?...



E este Fontanário florido, todo catita, onde já jorra a água?...




Aqui, o Rancho das Cantarinhas abre a festa, e o povo... vai na onda!...



Última edição por em Seg 22 Out 2007, 13:47, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 16:04

Antecedendo a inauguração - A hora dos discursos.




Última edição por em Seg 22 Out 2007, 14:17, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 16:12



Em cima, o Rancho das Cantarinhas exibe os seus méritos perante a assistência...


Última edição por em Seg 22 Out 2007, 14:15, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 03 Out 2007, 16:19

FOTO–5 – Inauguração - O acto formal que pôs as torneiras a correr.




Uma sessão solene na Escola




Inauguração dos LAVADOUROS PÚBLICOS.




E a encerrar a festa, não podia faltar o LAUTO REPASTO!...




Última edição por em Seg 22 Out 2007, 14:14, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 04 Out 2007, 04:22

Meu caríssimo e preclaro amigo Manuel Correia

Há mais de dez anos que nos correspondemos regularmente, durante os quais tive o privilégio de desfrutar da leitura de teus escritos, e admirar a tua veia de escritor.

Se o Castedo já tem um poeta consagrado - o Fernando André - tem também um escritor consumado - o Manuel Correia.

Com este primeiro trabalho - e sei que tens muitos mais prontos para a degustação geral - que devorei com enorme prazer, estás trazendo subsídios importantíssimos para a História da nossa aldeia.

Por isso, eu quero te parabenizar com a euforia natural de conterrâneo, enriquecida pelo vínculo da amizade. E mais contente eu fico porque, afinal de contas, não posso me esquecer de que fomos companheiros da quarta classe.

Espero que outras vozes se unam à minha para enaltecer o valor do teu contributo, enriquecido com as fotos - aliás muito nítidas e perfeitamente enquadradas - que valorizam o teu escrito. Afinal de contas, nem só de sócios registrados se compõe este Fórum. É extremamente necessário que cada um procure externar aqui também livremente suas opiniões.

Parabéns mais uma vez, e continua a enriquecer o nosso Fórum com o resultado de muita pesquisa, e dilatadas horas de trabalho.

E recebe o abraço afetuoso de quem reconhece e enaltece o teu valor literário.

José dos Santos Gonçalves (ZG)


Última edição por José dos Santos Gonçalves em Qua 25 Nov 2009, 04:04, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Seg 22 Out 2007, 14:01

HÁ MAIS FOTOS NESTE TEMA PARA QUEM AS QUEIRA APRECIAR...

Macorreia


Última edição por em Seg 22 Out 2007, 14:36, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Dom 04 Nov 2007, 10:57

Pois então, publique-as no Forum, meu amigo.

Abraços do
ZG
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Dom 04 Nov 2007, 13:50

Ora aí está um regresso que já tardava e que eu saúdo com alegria. Benvindo à retoma dos nossos contactos neste Fórum.
Quanto ao reparo, mais atenção...
É que foi exactamente isso que eu fiz amigo ZG, e, essa a razão do meu alerta antecipando já que nem todos iriam aperceber-se da alteração de "pormenor"!... E será que alguém mesmo se apercebeu?...

Aquele abraço

Macorreia
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Dom 04 Nov 2007, 13:59

Claro que sim...
Pelo menos eu como sempre estava atenta e gostei muito.
para mim será um gosto continuar a ver o nosso forum cada vez mais rico.
Cumprimentos
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 08 Nov 2007, 13:35

Eu sei que a Ana está atenta ao que aqui se passa e tem uma participação apreciável. Quem dera que outros tivessem idênticos comportamentos.

Saudações

Macorreia
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Dom 06 Abr 2008, 10:21

Realmente estas fotos dos fontenarios ja contam ai 55 anos pois eu mal me lembra . Esta do tio José bernardino com a Maria e a Antonia também nao os conhecia pois lembro-me dele mas ja mais idoso a Maria era jeitosa quando era nova realmente ainda da aparencias . um grande abraço
Aldina
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manuel
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 04 Jun 2008, 15:37

Este tema tem caído no esquecimento embora seja um dos mais interessantes deste forum.

Seria interessante que o Autor, ou outros participantes atentos e conhecedores, identificassem o maior número possível de pessoas que se consigam ver com clareza nas fotos apresentadas.

Lembro-me ainda de uma fonte muito utilizada na altura das secas, embora não sendo pública, que se situava na Contina, entre duas rochas bem ao lado do café que agora está encerrado, e à qual chamavam a "Fonte do Chusso"

Esta fonte dava uma água muita fresquinha e boa e raramente ou melhor..nunca secava.

Manuel Gonçalves
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 05 Jun 2008, 02:21

eu creio que o latas quando construiu a casa essa fonte terá sido destruida.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 05 Jun 2008, 10:53

Quem é o "Latas"?
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 05 Jun 2008, 11:30

Que pergunta.... É genro de um teu primo duas vezes. Pela parte da tua mãe e do teu pai.


Será que lá chegas???
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 05 Jun 2008, 13:47

Acredito que seja o genro do Antonio Canha, que eu nem conheço.

Estou errado?
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qui 05 Jun 2008, 15:31

O Manuel C. está errado.
A dita fonte permanece lá, tapada com aproveitamento só particular das águas.

O José G. está certo.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Ter 21 Abr 2009, 23:49

Este é um dos tópicos que deve ser revisto principalmente por estarmos a atravessar um periodo eleitoral e tb porque oassunto referido deve ser objecto de reflexão.
A final quem não gostaria de ver os nossos fontanários a jorrar agua limpa e pura vinda do Prado e não da barragem?
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 22 Abr 2009, 01:31

estamos em tempo de contenção de água,desperdiçá-la seria crime,e hoje tal como estão as coisas seria muito custoso ligar todos os fontanários.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 22 Abr 2009, 02:03

Seria interessante alguem conhecedor poder legendar as fotos da pag. 1 deste tópico para que os nossos vindouros possam vir a saber quem é retratado nas mesmas.
Talvez o ZG, o Cabral ou o António Moreira tenham uma ideia das personagens que estão retratadas em cada uma das fotos. Ou o próprio autor, o Sr Manuel Correia, que deve ter os seus motivos para a sua ausência já bastante prolongada.
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MensagemAssunto: Re: FONTES E FONTANÁRIOS   Qua 22 Abr 2009, 04:45

Neste tema eu estou completamente em desacordo com o Cabral,

Muito francamente e já referi o meu parecer noutros tópicos e inclusive ao nosso presidente da junta de freguesia, entristece-me ver os nossos fontanários, que fazem parte do património da nossa aldeia, abandonados e a serem utilizados para canteiros e cheios de terra.

Na minha opinião, e espero que mais vozes se juntem á minha, devia existir um certo esmero no que a terra tem de bonito e ser realçado, como tal estes forçosamente deveriam estar cuidados e a deitar água, pois foi para esse fim que eles foram arquitectados.

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